Realidade.

Suas mentiras me transformaram em uma pessoa fria, doentia, masoquista, me iludiram achando que isso me conservaria. E as aparências, de fato enganam. Mas e se eu não for o mocinho, e se na verdade eu for o vilão? Queria por um momento, sumir e voltar quando nada mais existisse, assim seríamos só eu, a solidão e isso não iria ferir ninguém, ninguém iria se machucar além de mim. Já estou acostumado com os punhais fincados em minhas costas. Já estou cansado, esgotado de tantas coisas, de tantas pessoas. É assim, sempre vai ser. Sabe quando vai acabar? Quando eu parar de ser assim, quando eu deixar de ser eu mesmo. É assim que todos gostam. É da falsidade que eles precisam. Seria fácil, se tudo que quiséssemos acontecesse de uma hora para outra, ter respostas para todas nossas perguntas e dúvidas, saber o verdadeiro significado do amor e porque o céu é azul, largar um grande vício em menos de cinco minutos, apostar na mega-sena toda semana e ganhar toda semana também, sair correndo por aí e pular de um grande penhasco sem nos machucarmos ou até mesmo sair vivo dali, ganhar dinheiro sem precisar fazer esforço algum; se preocupando em estudar para ser alguém na vida ou ter um ótimo emprego, fazer o que te der na telha, seja o que for certo ou errado e no final nas contas não se arrepender de nada ou vir as consequências em suas costas, mandar no próprio coração fazendo ele apaixonar-se e desapaixonar-se conforme nossa vontade, entender porque a Terra é redonda entre bilhões de outras coisas. Pois é, seria bem mais facil.

2 comentários:

Ana C. Souza | 22 de fevereiro de 2011 16:40
Este comentário foi removido pelo autor.
thuany | 22 de fevereiro de 2011 16:49

Eu simplismente amei.

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